Ambientes virtuais
Procuro chamar a atenção dos educadores e educadoras aqui neste blog acerca da qualidade de alguns AVA, fazendo uma análise crítica de um curso disponibilizado gratuitamente na Internet, que sinalizo problemas e banalizações de conceitos e práticas referentes à interface educação, comunicação e tecnologias.
Lévy (1996) em seu livro O que é o virtual? Nos esclarece que o virtual não se opõe aoreal e sim ao atual. Virtual é o que existe em potência e não em ato. Citando o exemplo da árvore e da semente, Lévy explica que toda semente é potencialmente uma árvore, ou seja, não existe em ato, mas existe em potência. O virtual faz parte do real, não se opondo a ele. Por isso nem tudo que é virtual necessariamente se atualizará. Ainda no exemplo da semente, caso um pássaro à coma a mesma jamais poderá vir a ser uma árvore. A atualização é um processo que parte, quase sempre, de uma problematização para uma solução já a “virtualização passa de uma solução dada a um (outro) problema”. (LEVY, 1996, p. 18). Logo, virtualizar é problematizar, questionar é processo de criação.
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